
Nós, brasileiros, estamos tendo de mudar nossos hábitos sociais para nos adaptarmos à nova Lei Seca, que proíbe motoristas de dirigirem após terem ingerido bebida alcóolica, mesmo que em quantidades mínimas. O alto valor da multa e a possibilidade de perder-se a carteira de habilitação, além da chance de acordar vendo o sol quadrado, já chegaram a reduzir os acidentes de trânsito em até 40% em algumas capitais brasileiras. Mas, como a bebida alcóolica faz parte do ritual social de grande parte dos brasileiros, já consigo ver um efeito colateral decorrente da Lei Seca.
Quando alguém é escolhido o "amigo da vez", ele não pode beber e, além disso, ainda é obrigado a levar TODOS os amigos bêbados para a casa. A ênfase no pronome não foi por acaso. Quando alguém tem a sorte de não ser o "amigo da vez", sente-se na obrigação de beber, não socialmente, mas de enche a cara, só por não estar dirigindo. Nessa ocasião, beber até cair vira quase que uma questão de honra. Afinal, na próxima saída, pode ser que ele seja escolhido o "amigo da vez"... Com isso, a tendência é o aumento de casos de comas alcóolicos nos atendimentos emergenciais de hospitais. Corre-se o risco de faltar glicose no sistema de saúde brasileiro!
Quando alguém é escolhido o "amigo da vez", ele não pode beber e, além disso, ainda é obrigado a levar TODOS os amigos bêbados para a casa. A ênfase no pronome não foi por acaso. Quando alguém tem a sorte de não ser o "amigo da vez", sente-se na obrigação de beber, não socialmente, mas de enche a cara, só por não estar dirigindo. Nessa ocasião, beber até cair vira quase que uma questão de honra. Afinal, na próxima saída, pode ser que ele seja escolhido o "amigo da vez"... Com isso, a tendência é o aumento de casos de comas alcóolicos nos atendimentos emergenciais de hospitais. Corre-se o risco de faltar glicose no sistema de saúde brasileiro!